Só não nos permita terminar como algo que não valeu a pena ou como algo que não prestou para nada. Não faça com que daqui alguns anos eu só te lembre como um babaca que você realmente foi. Não faça com que sejamos um livro velho de estante jamais lido. Não permita que viremos pó ou que um dia neguemos ter tido algo um com o outro. Não quero fingir que não sei quem você é, porque na realidade o conheço mais do que a mim mesma. Não me autorizo a te esquecer, mas também não me autorizo a conviver com a dor desse quase-relacionamento. Melhor darmos um fim agora, antes que fique pior.
Eu tinha — e tenho — um monte de coisas pra te dizer, aquelas coisas que a gente cala quando está perto porque acha que as vibrações do corpo bastam, ou por medo, não sei.